Data vênia o escambau!
Anos atrás, Woody Allen disse: “Eu vejo catástrofes. Pior: eu vejo advogados”. Vá lá, isso poderia ser um desabafo pessoal por algum processo, provavelmente de separação litigiosa, que ele tenha perdido. Mas aos poucos essa citação vem apresentando indícios de verdadeira.
O que está acontecendo com os casos Pimenta Neves, Suzane e irmãos Cravinhos nos faz ter nojo desta tão nobre profissão. Diplomados em prol do crime – ou do abafamento deles – usando de manobras advocatícias em benefício de seus réus confessos. Ou então, como no caso do PCC, se rebaixando a meros pombos-correio, que como todo pombo é passarinho (na língua da bandidagem, passarinho quando vai preso morre). Isso não dá! Talvez esses profissionais aí sejam aqueles que cursaram direito apenas para usufruir daquele tão lendário dia em que os estudantes de advocacia vão a bares e não pagam a conta, fato que causa muita estranheza. Ou então aqueles que leram Machado de Assis, não pela riqueza de sua obra, mas para “aprender” a falar difícil.
Acredito que advogados não devam pautar suas carreiras como na cena de Match Point (para citar Woody Allen novamente) em que a bolinha de tênis bate na rede, sobe e desce lentamente e o lado da mesa em que ela cair será o da sorte. E a OAB vai ficar em cima da “rede” nessa?
Sei também que tudo isso é decorrência de leis mal feitas e de brechas que esses “espertos” se aproveitam, mas e os princípios pessoais? Ou tomamos uma atitude, a OAB tome uma posição mais contundente ou então seremos todos obrigados a ouvir destes aí de cima (literalmente de cima) o mesmo que disse o Fernando Collor: “saio incólume desta patuscada”.
Aos advogados sérios meus respeitos, mas essa situação toda só me deixa o sentimento de que neste país todos são inocentes até o próximo julgamento.
1 Comments:
San, te linkei la no meu blog, ta?
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