quarta-feira, junho 28, 2006

Síndrome de Trautman.

Longe de mim ser um psicanalista, muito menos brincar de Freud. Não, não tenho essa estúpida pretensão. Mas em vista de muitas conversas que tenho com amigos e amigas, em diferentes situações, vejo o “medo” que as pessoas constroem diante do poder (ilusão) de outrem.

Essa síndrome é aplicável mais perfeitamente quando se trata de um mestre, pai ou professor com relação ao seu pupilo, diante do julgo de terceiros. Mas é possivelmente aplicável ao chefe mandão, ao avô grosseiro, ao juiz imperativo, ao delegado que grita e todas as suas versões femininas.

Rambo I – Programado Para Matar. A cena é a seguinte: em meio a uma floresta fria e úmida, Rambo está cercado por um batalhão de soldados treinados e fortemente armados em solo; por helicópteros com metralhadoras e miras super poderosas; tanques de guerra e caminhões de combate em todas as estradas de acesso e ainda policiais florestais com cães farejadores. E ele, Rambo, está dentro de uma caverna escura e cheia de ratos nesta folresta, armado apenas de sua tão falada faca – a faca do Rambo. No acampamento do exército, que conta com rádios comunicadores, radares e imagens enviadas por satélite, está o comandante da operação a captura daquele que foi programado para matar. Eis que ao adentrar no acampamento, um senhor claro, de olhos paternos, boina militar recostada na cabeça, é recebido pela seguinte indagação: -Vejam só quem está aqui, Coronel Trautman. Veio salvar seu homem? Respondendo ao comandante do exército, e também gerando a tal síndrome, diz: - Não vim salvar meu homem, vim salvar vocês!

Em suma, ninguém é tão poderoso assim, até mesmo em filmes como Rambo isso se torna hilário, improvável.

Portanto, se você tem um chefe chato e que se acha dono da empresa, não se deixe sofrer, ele é “poderoso” dentro da empresa e por um determinado tempo, só; em um supermercado, por exemplo, ele é tão consumidor comum quanto você e vice-versa. Se você tem um filho bom em alguma coisa, segura a sua onda, o mundo é muito grande. E se você se acha um Rambo, seja entre o sexo oposto, seja do dinheiro, etc., calma, a vida não é um filme.

PS: a cena acima relatada é mais cascante da história do cinema na minha opinião. Hahaha.

2 Comments:

Blogger Camilinha said...

Hum... Sabe que eu acho, que às vezes sim, e às vezes não. É que a gente acaba encontrando outras brechas na vida, mas muitas pessoas continuam lá, sendo os mesmos chefes de sempre, fazendo as mesmas bizarrices de antes. Acho que a gente muda, e passa a conviver com isso de outra forma. Mas a ilustração do Rambo foi ótima! Bjs!
; - )

28/6/06 13:45  
Blogger Camila said...

Chefe é a pulga atras da orelha, a pedra no sapato, a mosca na sopa. Eles sao e serao um eterno incomodo pelo simples fato de serem chefes. Eu odeio todos eles, mesmo quando sao gente finissima (alias, essa é a pior classe de chefes, os gente fina. Nao da nem pra falar mal).

28/6/06 15:48  

Postar um comentário

<< Home