Síndrome de Trautman.
Longe de mim ser um psicanalista, muito menos brincar de Freud. Não, não tenho essa estúpida pretensão. Mas em vista de muitas conversas que tenho com amigos e amigas, em diferentes situações, vejo o “medo” que as pessoas constroem diante do poder (ilusão) de outrem.
Essa síndrome é aplicável mais perfeitamente quando se trata de um mestre, pai ou professor com relação ao seu pupilo, diante do julgo de terceiros. Mas é possivelmente aplicável ao chefe mandão, ao avô grosseiro, ao juiz imperativo, ao delegado que grita e todas as suas versões femininas.
Rambo I – Programado Para Matar. A cena é a seguinte: em meio a uma floresta fria e úmida, Rambo está cercado por um batalhão de soldados treinados e fortemente armados em solo; por helicópteros com metralhadoras e miras super poderosas; tanques de guerra e caminhões de combate em todas as estradas de acesso e ainda policiais florestais com cães farejadores. E ele, Rambo, está dentro de uma caverna escura e cheia de ratos nesta folresta, armado apenas de sua tão falada faca – a faca do Rambo. No acampamento do exército, que conta com rádios comunicadores, radares e imagens enviadas por satélite, está o comandante da operação a captura daquele que foi programado para matar. Eis que ao adentrar no acampamento, um senhor claro, de olhos paternos, boina militar recostada na cabeça, é recebido pela seguinte indagação: -Vejam só quem está aqui, Coronel Trautman. Veio salvar seu homem? Respondendo ao comandante do exército, e também gerando a tal síndrome, diz: - Não vim salvar meu homem, vim salvar vocês!
Em suma, ninguém é tão poderoso assim, até mesmo em filmes como Rambo isso se torna hilário, improvável.
Portanto, se você tem um chefe chato e que se acha dono da empresa, não se deixe sofrer, ele é “poderoso” dentro da empresa e por um determinado tempo, só; em um supermercado, por exemplo, ele é tão consumidor comum quanto você e vice-versa. Se você tem um filho bom em alguma coisa, segura a sua onda, o mundo é muito grande. E se você se acha um Rambo, seja entre o sexo oposto, seja do dinheiro, etc., calma, a vida não é um filme.
PS: a cena acima relatada é mais cascante da história do cinema na minha opinião. Hahaha.
2 Comments:
Hum... Sabe que eu acho, que às vezes sim, e às vezes não. É que a gente acaba encontrando outras brechas na vida, mas muitas pessoas continuam lá, sendo os mesmos chefes de sempre, fazendo as mesmas bizarrices de antes. Acho que a gente muda, e passa a conviver com isso de outra forma. Mas a ilustração do Rambo foi ótima! Bjs!
; - )
Chefe é a pulga atras da orelha, a pedra no sapato, a mosca na sopa. Eles sao e serao um eterno incomodo pelo simples fato de serem chefes. Eu odeio todos eles, mesmo quando sao gente finissima (alias, essa é a pior classe de chefes, os gente fina. Nao da nem pra falar mal).
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