Velho sim, cara de pau não.
Quando levantamos mais velhos, mais maduros, a primeira coisa que bate na cabeça é a necessidade de melhorar a vida – eterno drama de quem nestas terras, onde em se plantando tudo dá, vive. Aí me veio a nossa política e nem vou citar aqui as barbaridades cometidas, até porque hoje é meu aniversário e não tô afim de ficar horas e horas em frente ao micro.
Tenho defendido com veemência o voto em Osmar Lins Peroba para deputado estadual, aquele do jargão: Peroba Neles! Seu número por sinal é 26999. Muita gente acha que eu tô brincando, mas juro que não. Brincando está quem governa.
Como no plebiscito do desarmamento, onde a grande maioria das pessoas votou contra a proibição da comercialização de armas, havia uma mensagem muito clara naquilo tudo: a população não se sente segura, não confia no poder público e a ilegalidade é tão grande que a proibição de vendas de arma só atingiria as pessoas de bem – ainda que seja contraditória a relação entre pessoas de bem e armas, mas a mensagem estava dada e foi sim entendida pelo governo que logo arrumou outros pretextos para desviar o assunto.
Logo, com todo respeito ao candidato, se votarmos no Peroba que a todo instante dispara frases como: político mentiroso? Peroba neles! Cara de pau? Peroba neles! Estaremos dando nosso recado aos governos em geral, porque aquilo que um dia, se eximindo da culpa, Fernando Collor chamou de patuscada, conseguiu piorar. E sem falar que político no Brasil, não interessa o partido, me parece não valer nada mesmo. Por isso, ou passamos Peroba na cara deles ou eles passarão peroba na madeira do nosso caixão.
Espero que na 31º que me levantar, as coisas estejam melhores.