quinta-feira, setembro 14, 2006

Velho sim, cara de pau não.

Sempre quando levantamos estamos um dia mais velho, mas tem um dia no ano que levantamos um ano mais velho. E hoje eu levantei com 30 anos. Isso me faz pensar também que já levantei 30 vezes nesta situação. Mas esse raciocínio é tétrico demais.

Quando levantamos mais velhos, mais maduros, a primeira coisa que bate na cabeça é a necessidade de melhorar a vida – eterno drama de quem nestas terras, onde em se plantando tudo dá, vive. Aí me veio a nossa política e nem vou citar aqui as barbaridades cometidas, até porque hoje é meu aniversário e não tô afim de ficar horas e horas em frente ao micro.
Tenho defendido com veemência o voto em Osmar Lins Peroba para deputado estadual, aquele do jargão: Peroba Neles! Seu número por sinal é 26999. Muita gente acha que eu tô brincando, mas juro que não. Brincando está quem governa.

Como no plebiscito do desarmamento, onde a grande maioria das pessoas votou contra a proibição da comercialização de armas, havia uma mensagem muito clara naquilo tudo: a população não se sente segura, não confia no poder público e a ilegalidade é tão grande que a proibição de vendas de arma só atingiria as pessoas de bem – ainda que seja contraditória a relação entre pessoas de bem e armas, mas a mensagem estava dada e foi sim entendida pelo governo que logo arrumou outros pretextos para desviar o assunto.

Logo, com todo respeito ao candidato, se votarmos no Peroba que a todo instante dispara frases como: político mentiroso? Peroba neles! Cara de pau? Peroba neles! Estaremos dando nosso recado aos governos em geral, porque aquilo que um dia, se eximindo da culpa, Fernando Collor chamou de patuscada, conseguiu piorar. E sem falar que político no Brasil, não interessa o partido, me parece não valer nada mesmo. Por isso, ou passamos Peroba na cara deles ou eles passarão peroba na madeira do nosso caixão.

Espero que na 31º que me levantar, as coisas estejam melhores.

terça-feira, setembro 12, 2006

Ensandrecido.

A coisa anda cada vez mais complicada. Tem jornalista fazendo publicidade, tem educador físico que jura entender de fisioterapia, tem vendedor de remédio que prescreve como médico, engenheiro que se julga capaz de ser arquiteto, entre tantas outras situações.

Mas isso não é o pior. Pior mesmo é a nossa batalha interminável na busca por trabalho, onde o presidente fala que criou 3 milhões de novos empregos, mas não fala que entraram neste mesmo período mais de 9 milhões de novas pessoas no mercado de trabalho.

E diante dessa submissão que vivemos, vai um empresário bem sucedido, dono de um império do mundo das comunicações, nascido em família rica, nunca foi empregado de ninguém e o que ele prega em rede nacional? Que quem está por cima pode qualquer coisa: falar o que quiser e escolher o que vai ouvir.

“Eu sou seu CEO (puta terminologia besta essa, que significa Chief Executive Office), portanto eu mando e você obedece, mesmo que eu disser que você comete imbecilidades, você fica quieto”.

Amigos que estavam hospedados no Hotel Hilton, o encontraram e, também, seus aprendizes e disseram que os aprendizes são a escória – se acham celebridades e tratam com superficialidade os funcionários do hotel e os outros hóspedes, já o Roberto Justus é topetudo mesmo, sem querer parafrasear o Tompente Justus do Tom Cavalcanti, e tem um ar tão superior que seu “obrigado” é quase que um protocolo de tão frio, como se agradecer por algo fosse apenas o desfecho da prestação de serviço e não educação.

Enfim, parei de assistir esse programa que poderia agregar muita coisa não fosse a postura de seu apresentador e não vou voltar no atual presidente, devido a sua falta de postura.

sábado, setembro 02, 2006

Cafezinho caro.

Tenho certeza que não é só minha a indignação com os vigias de carros nas ruas, até porque a coisa já extrapolou há muito tempo.

Essa semana li uma matéria na Você/SA onde um economista, Márcio Iavelberg, falava sobre os gastos pessoais e tal. No item carro, considerando um veículo de 40 mil reais, ficou assim no ano:

IPVA: R$ 1.600,00

Seguro: R$ 1.800,00

Combustível: R$ 3.600,00

Estacionamento: R$ 1.800,00

Manutenção: R$ 1.440,00

Total; R$ 10.240,00

Ao final, ele ainda ironiza esse absurdo de gasto dizendo que se você aplicasse o valor desse automóvel em renda fixa (que tem um risco super baixo), teria uns 400 reais por mês, o que daria para pagar o táxi.

Eu sei que a grande parte da culpa deste montante são os altos impostos cobrados neste país, mas se repararmos o valor do seguro é o mesmo que do estacionamento, ou seja, 1800 reais ao ano aproximadamente. E por que usamos estacionamento? Para termos segurança, oras. Estranho para não dizer contraditório.

Mas esses são os vigias “profissionais” que usam terno e fazem a barba para trabalhar. Mas temos os “donos” de ruas também que cobram menos e prestam um serviço que, além de totalmente desnecessário, é muito ruim. Sem falar que eles impõem seus préstimos sob coação, o que é péssimo! Usam um coletinho comprado no centro da cidade onde se lê “segurança” e têm cara de muito poucos amigos.

Enfim, ambos os casos lesam a população. Qualquer que seja a situação, pagar para estacionar é roubo.

E em pleno andamento do ano eleitoral, até agora ninguém tocou neste assunto e nem vão tocar. Essa ferida é grande.

Mas aí já estamos falando de políticos, que como os vigias de carro, usam terno para cobrarem mais caro.