sábado, julho 29, 2006

Enquanto isso.

Hoje fui ao shopping com uma amiga. Ela comprou um livro – bacana por sinal, numa outra oportunidade comento sobre isso. Sentamos na praça de alimentação para ela comer uma salada e conversarmos mais. A pauta da refeição era de como as pessoas mudam, ou não.

Avistei uma menina que havia estudado comigo no colegial. Naquela época só andava com o cabelo super lisinho, para não dizer alisado, roupas das mais caras, perfumes, maquiagem, salto-alto e acessórios muitos, sem falar no corpo que, apesar de bonito, revelava uma dura batalha com a balança.

De lá para os dias de hoje, já se passou muito tempo. Fiz cursinho, cursei a faculdade apenas um ano e tranquei. Fui morar fora e por lá fiquei 2 anos. Voltei e terminei a faculdade. Formado e trabalhando e dias e dias passados, cá me encontro a ver a mesma menina andando com o cabelo super lisinho, para não dizer alisado, roupas das mais caras, perfumes, maquiagem, salto-alto e acessórios muitos, sem falar no corpo que, apesar de bonito, revela uma dura batalha com a balança.

O ser humano é difícil de entender eu sei, mas alguém pode me explicar por que uns mudam e outros não?

Quanto a mim, eu vou seguindo e, em homenagem ao Mário Quintana que completa seu primeiro centenário, digo:

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!

segunda-feira, julho 24, 2006

Sim, eu pulei!

Convicto da velha máxima que a união faz a força e amparado pelos números do site do World Jum Day, acreditei ser possível mudarmos o mundo, ainda que apenas sua rota.

Admito que mudar o mundo seja um sonho adolescente, bem ao estilo “fujo de casa e assumo a presidência do meu país”.

Mas mais que uma doce ilusão da juventude, mudar o mundo é um sonho. E sonhar é parte integrante de qualquer realização; ainda que tal sonho não se realize, ao menos quem sonhou teve tal gostinho.

Para quem me perguntou, sim, eu sonhei!

quarta-feira, julho 19, 2006

Nota importante.

Dia 20 de julho de 2006, às 7h 39m 13s horário de Brasília, é dia e hora do World Jump Day . Um movimento mundial para mudar a órbita do planeta e melhorar o clima que nós mesmo estamos estragando a cada ano.

Ela falou pra eu relaxar.

Ela tem razão. Indignar-me com coisas que julgo erradas, está certo e mais certo ainda está em tentar melhorá-las; estresse não, não muda nada.

Como em qualquer filosofia milenar ou no mais recente livro de auto-ajuda, a regra básica é a mesma: toda moeda tem dois lados.

Nosso camarada Che já dizia: Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás! E acredito que entre tantas coisas, ele queria dizer isso também – talvez naquela época as palavras estresse e relaxar ainda estavam no seu país de origem como respectivamente “stress” e “relax”, país de origem esse, inimigo do ilustre revolucionário citado acima. Mas essa é uma outra história.

O importante é olhar para o outro lado da tal moeda, que, diga-se, é o lado do valor, o lado bom. Realmente tenho um carrinho e meu time ainda está na primeira divisão.

Pensando bem, não me canso de morar aqui, viu.

terça-feira, julho 18, 2006

Cansa viver aqui às vezes.

Copa do Mundo para o Brasil é quase uma palhaçada. Palhaçada parecida também rola no meu Corinthians.

Temos um canal de televisão que manda prender e manda soltar.

Nos todos queremos ser “espertos”.

Minha vizinha de garagem entra metade do carro dela na minha vaga. Sem falar no síndico do meu prédio que ganha um salário para administrar o condomínio – que ele não paga.

E por falar nisso, estacionar o carro anda muito caro. Estacionamento não dá e onde tem uma rua, tem um vigia. No sinal tem flanelinha.

E, claro, tem a turminha do “vamos estar concluindo sua ligação” e seus chefes eletrônicos: tecle 1 para falar com a assistência; 2 para falar no financeiro; pena não ter um número para mandar se foder.

Ah, agora vamos ter horário político.

Acho que preciso de férias.

quinta-feira, julho 13, 2006

13 de julho.

Muita gente gosta e nem sabe o que o rock é.

O rock é rock e pronto.

Dia 13 de julho, dia mundial do rock.

Três ou quatro notas e está feito o texto, é rock.

terça-feira, julho 11, 2006

A letra Z.

Acho que a melhor maneira de descrever seu estilo é falando que ele engana, pois, faz todos acreditarem que é fácil jogar futebol.

Clássico, postura ereta e sempre olhando onde ninguém sequer pensou na possibilidade, Zinedine Zidane foi sim o grande herói, ao melhor estilo Zorro, sempre cravando sua marca em cada investida.

Zizou joga fácil, leve. Como uma criança, que às vezes perde a cabeça, brinca de jogar futebol. E quando ele brinca é a gente que se diverte.

Na ordem alfabética desta Copa de 2006, a velha máxima se fez presente e Zidane colocou seu nome no primeiro lugar, foi eleito o melhor do mundial. Mereceu.

segunda-feira, julho 10, 2006

Cirque du modial.

Acabou a Copa, talvez a mais broxante – para falar o bom português – de todas.

O respeitável público do mundo inteiro viu o show da seleção da Costa do Marfim, grandes e fortes como elefantes, rápidos e habilidosos, mas sem resultado, perdeu para o tango argentino que começava seus primeiros passos.

Do mesmo continente, Tonga. Alegre, dançante, saltitante. Literalmente como os palhaços, no melhor sentido da palavra, de um grande circo: divertiram, por vezes fizeram rir. Mas como bons palhaços, totalmente desprendidos e de certa forma irresponsáveis. Também perderam.

Havia ainda os acrobatas do oriente. Inexperientes e sem a malandragem que somente uma família que já está há várias gerações neste meio tem, não fizeram muito, mas ainda sim deram um lição a todos de garra e, sobretudo, de reconhecimento ao seu treinador, o Zico.

Nossos hermanos, como nos mais clássicos tangos começaram devagar, a coisa foi ganhando corpo, forma, chegou ao seu ápice e terminou em tragédia. Mas que fique claro que foi uma tragédia digna e honrada.

Então, todos queriam ver o número de mágica e para tal, veio o Brasil com o seu quadrado mágico. A apresentação foi um fiasco tamanho que quase compromete o espetáculo, acho que deveriam devolver parte do dinheiro da bilheteria. Uma vergonha. Mas pensando bem até que eles são bons ilusionistas sim: fizeram o mundo acreditar em algo que não existia e depois sumiram. É, David Coperfield deveria rever seus conceitos sobre mágica, uma dica é o livro do Parreira, de título, pasmem, “Formando Equipes Vencedoras”.

Fora aqueles que engoliram facas, os que cuspiram fogo, os que caíram do trapézio, o todo transcorreu bem.

Ah, o domador dos leões da vaidade portuguesa foi um espetáculo. Felipão ensinou ao mundo como domar feras sem chicote, com vibração e mão na cabeça – na hora certa.

E a apresentação final quase foi perfeita. Os adestrados italianos respeitaram até o fim o esquema tático de seu técnico, fizeram uma grande Copa e mereceram ser tetra-campeões. Mas os malabaristas franceses desandaram no final: se entregaram e seu mestre, maior artista deste circo todo, bateu cabeça.

Sei lá, acho que para daqui há 4 anos será melhor que este circo mostre espetáculos com artistas novos, principalmente no que diz respeito a palhaçada (agora sim no pior sentindo da palavra) da seleção brasileira.

quinta-feira, julho 06, 2006

A história da sunga (a pedidos).

Antigamente os homens do sexo masculino usavam calças para irem à praia e isso perdurou por anos mais longos que essas calças.

Durante a colonização do Brasil, mais precisamente no ano de 1497, um holandês chamado Yohan Van der Ley, desgarrou de sua tripulação, que, assim como os portugueses, tentavam conquistar a tal ilha de Vera Cruz. Bem que os portugueses tentaram dar um perdido no pessoal da Holanda dizendo que iriam paras as Índias. E foram mesmo, ao encontro delas, as índias. Todas de dorso nu, pele bronzeada e poucos pelos pelo corpo, diferentes das peludas portuguesas.

E o desgarrado Van der Ley continuava a andar à esmo pelo litoral tupiniquim. No intuito de descansar um pouco da sua longa viagem de reencontro aos navios holandeses, parou em uma praia e só de cueca foi tomar sol. Coitado, branco daquele jeito, em poucas horas tava vermelho como um camarão. Eis que apareceram as tais índias, todas nuas e curiosas a falarem alto e dar risadas apontando em sua direção. Ele constrangido, percebeu que era pelo fato de ele estar totalmente vermelho e vestir uma tanga azul. Sábio, pensou que seria melhor que sua cueca fosse vermelha, assim de longe, pareceria que ele estava nu também, como as índias, e ele então não seria motivo de chacota daqueles nativos.

Segundo relatos, Yohan Van der Ley era um excelente nadador. Conta a história que antes de sua chega ao nosso litoral, muitos índios morriam afogados.

Então, se nos dias de hoje há salva-vidas, guarda-vidas, etc. e usam sunga vermelha agradeça aos colonizadores holandeses.

quarta-feira, julho 05, 2006

60 anos de biquíni.

Ontem fez 60 anos que um abençoado francês – não, não aquele que ferrou o Brasil, o Zidane, outro – inventou o biquíni.

Em 1946, Louis Réard apresentou essa tão maravilhosa peça do vestuário feminino ao mundo. Seu nome foi inspirado na ilha Bikini, que 4 dias antes sofrera um teste nuclear.

Mas enfim, para quem viu Zizou passear em campo contra o Brasil, lembre-se que graças a um conterrâneo dele, podemos ver muitos biquínis passeando em nossas praias.

segunda-feira, julho 03, 2006

Vergonha, vergonha. Time sem vergonha.

No Brasil, futebol é uma religião, então, vamos lá. A seleção cometeu todos os pecados capitais: os muitos quilos a mais de Ronaldo, revelaram sua gula, infelizmente não por bola; a avareza e a soberba de toda a seleção; a preguiça nos treinos; a luxúria de seus dirigentes corruptos; a inveja de alguns jogadores em ver Zidane jogar – e como jogou –; onde tudo culminou na ira, como no filme Seven – Os Sete Pecados Capitais.

Se a bíblia estivesse sendo escrita hoje, seriam oito e no apenas sete os pecados: a teimosia do Parreira foi digna de classificação pecaminosa.

Aqui neste mesmo espaço, dia 14 de junho escrevi em “Lembranças” que temia por lembrar um copa que tinha preferido esquecer, mas lembraram de Parreira e Zagallo.

E já que é para lembrar, lembro aqui o início de comparações desta seleção com a de 82 ou mesmo com a de 70. Pior, comparar alguns jogadores a Maradona, nem pensar. Pelé então, muito menos, não força.

Por falar em passado, Roberto Carlos deveria ter lembrado da história de Napoleão Bonaparte, que na mesma posição do desbravador francês ao perder a guerra, deixou Thierry Henry livre de marcação para fazer o único e mortal gol da seleção francesa. Ah claro, do cruzamento de bola do Zizou.

Futebol, como prometia aquele quadrado, não é um show de mágica – o que é pura ilusão. Zagallo como uma uva seca e sem utilidade ficou grudado à Parreira, sem atitude, só querendo trocar camisas e recebendo não como resposta. Vinhos sim, quanto mais velhos melhores, técnicos e auxiliares, não! Portanto Zagallo e Parreira voltem para caixa. Sim, aquela de surpresas.

No final de Seven, o detetive Somerset, vivido por Morgan Freeman, citando uma frase de Ernest Hemingway, que o mundo é um lugar bom e vale a pena lutar por ele, conclui: concordo com a segunda parte.

Se este filme fosse sobre a seleção brasileira – o que caberia muito bem – tenho minhas dúvidas se o mesmo detetive concordaria com a segunda parte, acho que nem citaria tal pensamento e pouparia o escritor de ter o seu nome associado à tamanha vergonha.